sábado, 23 de agosto de 2014
A Floresta e o Vazo (Terror)
Conto - Primeiro conto de terror, espero que gostem.
Três jovens caminhavam próximo a um rio que cortava a estrada, era por volta das 17h e a sede de conhecer o local não era saciável, aproveitaram as férias escolares para visitarem o avô do Inácio no interior. Émile sempre fora de dar opiniões certas sobre o que Inácio e Augusto tentavam fazer que poderia cheirar encrenca ou confusão, era a certinha e o seu rosto angelical demonstravam seus 15 anos de idade, a faixa etária dos três jovens.
Augusto, amigo da família, era considerado o mau caminho da turma, sempre fora muito curioso e brincalhão, acabava sempre arrastando contigo o Inácio, que achava incrível tudo que o Augusto fazia.
Estava ficando tarde, já haviam se afastado muito das proximidades da casa do sr. Clóvis o avô do Inácio, que poderia estar muito preocupado com os jovens.
As cigarras cantarolavam, o barulho do rastejar dos bichos assustava Émile que não aguentava segurar o medo.
-Vamos voltar! Não percebem o quanto esta ficando tarde? - Disse Émile focada em Augusto, pois ela sabia do poder que ele tinha sobre Inácio.
-Só mais um pouco Émile... Relaxe eu conheço a localidade, acho que avistei algo mais ali na frente - Augusto apontou para detrás das arvores.
-Serio? Mas o que você viu? - Inácio perguntou em tom eufórico.
Caminharam, passando por matos altos em direção ao local onde Augusto tinha apontado, atrás das árvores e demais plantações os ruídos de animais pareciam serem maiores. Os mosquitos estavam mais famintos e não perdoavam em suas mordidas nos adolescentes e a noite pareceu cair depressa.
Émile preferia a cidade ao invés da vegetação, ali tremendo de medo retirou a lanterna que estava em sua bolsa e iluminou o caminho, ela sabia que algo poderia dar errado "porque eles nunca me escutam?" pensou.
Avistaram uma casa aos pedaços, Émile ate pensou em convence-los a voltar para casa novamente porém não deu tempo, já que os meninos já tinham corrido contentes para dentro da casa.
As madeiras que formavam a casa estavam podres, de uma forma sinistra o local tinha um silencio estranho e perturbador, o chão ao redor já não era o mesmo, deixou de ser areia úmida para ser areia batida e pesada, Émile havia percebido esse detalhe antes de entrar, quando mirou a lanterna ao chão.
- Este local me dar pavor - As palavras escaparam trêmulas da boca da garota.
- Ta já entendi, eu vou indo mas antes deixa eu ver aquele vazo. - Apontou para um vazo coberto de poeira que estava sobre uma mesa de madeira. - Mas que belezinha, é um belo vazo!
Émile já quase chorava de raiva, ela sabia que quando chegasse em casa seria vitima de sermões, notou um desenho de uma sombra negra na parede até que um barulho entrou em sua mente, o vazo havia sido quebrado, caiu das mãos de Augusto. Os cacos de vidro estavam no chão encobertos por um liquido vermelho que vinha de dentro do objeto.
-Estão satisfeitos? Agora vamos andando! - Berrou a garota correndo em direção a saída, porem pisou em uma tabua podre e estatelou no chão ficando imóvel com sua perna presa. - Ai Deus! - Gritou comendo uma dor insuportável.
- Calma Émile - Disse Augusto correndo em direção da garota presa.
Enquanto os rapazes tentavam desprender a garota, o liquido vermelho corria como se tivesse vida própria, ate que atingiu a garota, sem que ninguém percebesse. A ajuda foi interrompida por um sussurro estranho que saia da boca de Émile.
- Oque você disse? - Perguntou Augusto.
-Shaugluaushs!! - Falou Émile de forma macabra.
- O que... - Antes que Augusto completasse, foi atingido por um pedaço de osso bem no meio do pescoço que levou o garoto a morte na hora.
Inácio, não foi muito difícil de ser morto, em meio aos berros, gritos e choros ele corria sobre a mata escura sem nada enxergar, suas pernas o traíram em faze-lo tropeçar e cair ao chão de mato, ele notou que a lua estava incrível e desejou que alguém o ajudasse de imediato.
Ficar em silencio não adiantou, o seu desespero o entregava e o que estava em Émile parecia farejar o garoto. Inácio prendeu a respiração, fechou os olhos, tornou a olhar para a lua, fechou novamente até que quando os abriu tomou um susto com a imagem de Émile segurando um pedaço de osso enorme em sua frente.
- Émile... Vamos conversar...
Ele não pode falar muito, nem ao menos se despedir, foi um golpe que perfurou o pescoço e deu um passaporte para longe desse mundo, pobre garoto...
Sobre Émile, vamos se dizer que era uma vez a garotinha certinha e medrosa. Ninguém nunca mais ouviu falar dos jovens.
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