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fixo teste

sábado, 19 de setembro de 2015

Se iludir com prazer sem chorar


Minha garganta ainda espuma o gosto doce da sua saliva que veio do beijo quente que você me deu. Eu poderia ter me entregado naquele momento, mas meu consciente repreendia o coração, que vestido com roupas de um masoquista pensava em palpitar mais forte.  Sentir sua língua tocar na minha, estudando cada movimento que você fazia. Enquanto suas mãos ardiam em minha pele, o meu arrepio de desejo só me avisava que eu não deveria ser a Alice do país das maravilhas naquela noite iluminada.


 Foi bom sentir lábios nos lábios sem planos futuros, toque por toque sem pensamentos de casamentos, de dividir o apê, conhecer a família, essas besteiras sabe? Pessoas com esse pensamento estão em extinção e se existe alguém ai com estes, me avisa, para eu pelo menos ter a certeza de que o mundo não está totalmente perdido.

Seus braços era como meu quarto, tão intimo me abraçava. Seu cheiro misturado com suor era um convite ao inferno de qualquer pessoa que estivesse disposta a se apaixonar facilmente, agradeço a tantos anos de decepções amorosas que me deram esse diploma de detectar um alerta de estilo "cafajeste" no caminho. Sua beleza, gostos que assemelhavam com os meus, cuidados e sua conversa. Eu sabia que tantas qualidades assim em uma pessoa só, escondia algum defeito ainda pior, mas preferir sorrir por fora e esperar sua próxima jogada e nos dois jogamos.


Conheci seu apartamento e na volta fizemos amor dentro do carro violentamente como gorilas, liberando gemidos de embaçar o vidro fumê do veículo estacionado detrás do supermercado onde costumo fazer compras nas horas vagas, me levou para casa e eu ainda esperava sua máscara cair, até que ela caiu, liberando sua face, foi preciso pouco mais de 4h para eu conhecer seu verdadeiro "eu" , este que estava tão bem escondido que se possível daria um troféu do Oscar.


Eu sempre com essa sorte filha da mãe nos relacionamentos e meus olhos que me traem tanto. Essas paqueras enferrujadas, mas pelo menos não ouve lágrimas nem sensações de ter sido usado, dessa vez foi diferente, nós dois brincamos como cachorros no sio, no meio da avenida repleta de telespectadores. Eu sabia o final trágico do filme e mesmo assim decidir ser o mocinho que se ferra no final, só por aventura. Estava a fim de brincar, provar novas sensações ouvir falsas juras no ouvido e enlouquecer sem tirar da cabeça que você era só um fingimento, uma paixão de momento e que jamais nos pertenceremos.

4 comentários:

  1. " e mesmo assim decidir ser o mocinho que se ferra no final, só por aventura" e que aventura.

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    1. Oi Celo! Foi uma grande aventura!!! (risos)
      Mega abraço!!

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  2. Por isso prefiro ficar solteiro haha...Me iludo comigo mesmo :) Lindo texto...Abraços

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    1. Me parece uma boa alternativa Aleks (risos) tem vezes que é preciso ser assim por um certo momento, mas também nunca desacreditar no amor. Muito obrigado!!!
      Mega abraços!

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